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O
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é palco de grandes
festas.
Evidencia-se sua capacidade de funcionar como um centro
cultural multimídia,
e de utilizar ao mesmo tempo os espaços
abertos e diversas formas de espaço interior.
O
MAM proporciona uma alternância que é típica do Rio de
Janeiro: de um lado,
a vocação solar dos grandes espaços ao ar
livre; de outro, a capacidade de sofisticar ao máximo
a reflexão
sobre a atividade cultural, sem cair numa atitude pedante ou
provinciana.
Sendo
a história recente do MAM marcada por um acontecimento traumático,
que foi o incêndio de 1978
, criou-se uma certa tendência a
pensar no Museu num contexto de crise, ou de projeto não
realizado.
Talhado em proporções monumentais, o MAM necessita,
obviamente,
de um esforço permanente de trabalho e de verbas para
exibir as suas melhores potencialidades.
Alguns
eventos recentes, entretanto, deixaram claro que o MAM já
levantou vôo
em direção a um novo período de prestígio.
Essa
progressão tem a ver, antes de mais nada, com o acervo que o
Museu conseguiu construir,
e que, neste momento, já é
nitidamente superior ao que existia antes do incêndio.
Integra-se,
gradativamente, ao patrimônio do MAM a preciosa coleção
Gilberto Chateaubriand,
o que de melhor existe na arte moderna do
Brasil, capaz de transformar, sozinha,
o Museu num centro de
visitação internacional.
Para fazer contraponto a este acervo, o
MAM possui uma coleção de esculturas
que também exibe nível
internacional: peças de Pollock, Brancusi,
Marino, Poliakov, sem
rivais no panorama artístico brasileiro.
Haveria
outros pontos a destacar:
obra de Iberê Camargo, Portinari, Volpi, Djanira,
Guignard; uma
belíssima coleção de desenhos de Goeldi.
Original e valioso é
o acervo de fotografias, um dos melhores do Brasil, tanto na
qualidade,
do material quanto no seu nível de conservação.
A Cinemateca do Museu quase dispensa apresentação, sendo, há
muitos anos, ponto obrigatório de referência no gênero em toda
a América Latina.
Sobre
a qualidade deste acervo -artes
plásticas, músicas, cinema - paira um certo espírito,
que é o
espírito do MAM e o do Rio de Janeiro: um projeto moderno sempre
em estado de criação.
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