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O
dia tem que estar bonito. O céu bem azul, as praias
apinhadas.
Um verdadeiro festival de corpos bonitos, peles
queimadas e aquela gínga
de quem sabe que é bonita e está
pronta para ver e ser vista em biquínis e maiôs
de modelos e
formatos para todos os gostos e modismos. Este é o primeiro
impacto.
Logo percebe-se estar numa verdadeira festa de moda, uma mélange
absoluta de muita sensualidade,
descontração e irreverência.
O
desenho das tatuagens em lugares os mais imprevisíveis, o vigor
dos corpos esculpidos
nas academias e as mil maneiras de usar os bijoux
e amarrar as cangas a caminho do mar.
A garota
o
garoto - do Rio vivem a moda à flor da pele.
Um jeito carioca de
ser que tem seu ponto culminante no pe
daço
de praia, na Barra da Tijuca,
em frente à barraca do Pepê onde
os sanduíches naturais e sucos ganharam fama internacional.
Se
espalha tambem até a Prainha e Grumarí, o ponto extremo de zona
sul do Rio.
Este contato diário com a cor, o sol e a luz, esta mistura de
areia e mata,
cria
o jeito especial de usar e inventar a roupa de verão que o carioca
exporta para o mundo,
através
de suas imagens,
reproduzidas
nas lojas e confecções.
Berço da Bossa-Nova e das butiques, o rio continua a surpreender
pelo inesperado dos personagens
que
mostra nas ruas. São pessoas que vivem o novo intensamente,
adaptando-o a sua maneira de encarar a vida e que faz da cidade
uma espécie de laboratório de moda,
um terreno fértil para a vanguarda.
Nos
anos 60, quando a roupa de estilo ainda vinha de fora, foi no Rio,
mais precisamente em Ipanema,
que o conceito de prêt-à-porter
foi
lançado para todo o Brasil. As butiques abriam uma atrás da
outra.
As primeiras minissaias de um Brasil ainda não acostumado
com as ousadias e a rapidez
das transformações dos costumes dos anos 60, tempo de Leila
Diniz e sua gravidez
exibida de biquíni na praia pra uma platéia espantada e
encantada.
O Rio é moda porque aqui a novidade surpreende mas não choca. Não
há regras.
Ser
carioca é viver o Rio. Um conjunto de fatores
e
comportamentos onde não há espaço para preconceitos.
O
Rio cresceu, mudou, mas a festa da moda continua.
A área fashionable
dos anos 70 -
da praça General Osório até a Nossa Senhora da paz
- agora
estende-se por todo o bairro, especialmente no Fórum de Ipanema,
com suas lojas sofisticadas.
O estilo avançou Leblon adentro e
chegou na Barra, com o São Conrado Fashion Mall e o Barrashopping.
Mas não se pode esquecer da tradicional Copacabana que, desafiando
os novos tempos,
mantém
sua altivez de “princesinha do mar” e também adere ao show de
moda,
especialmente
na rua Santa Clara e Siqueira Campos.
Uma
ida ao Rio Sul é obrigatória e até o Centro do Rio não escapa da
vocação da cidade.
Lá estão instaladas muitos dos nomes mais significativos do estilo
do Rio.
O
Norte Shopping e o Plaza Shopping, este em Niterói, quebram velhos
preconceitos.
Agora,
Zona Norte também tem moda.
No
Rio, a moda está em todos os lugares com o povo criando o novo em
todas as esquinas e momentos,
recebendo quem estiver disposto a participar da festa.
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