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RIO HISTÓRIA 02. CONTINUAÇÃO

HISTÓRIA 01

 RIO DE JANEIRO

 

JÁ FOI CAPITAL

 


EM 1960 A CAPITAL DO PAÍS MUDOU-SE PARA BRASÍLIA.

 

GEOGRAFIA

 

A cidade do Rio de Janeiro ocupa a margem ocidental da baia da Guanabara e

 algumas de suas ilhas,como a do Governador (29km2) e Paquetá.

 

 A cidade desenvolveu-se sobre estreitas planícies aluviais comprimidas entre montanhas e morros,

 alguns dos quais hoje integrados à paisagem urbana,

ocupados pelas favelas (que abrigam c. 20% da população da metrópole). 

 

A noroeste, a cerca de 40km do litoral, ergue-se a serra do Mar,

rebordo do planalto Atlântico,que separa a cidade do interior.

 

O município do Rio de Janeiro possui três grandes maciços: o da Pedra Branca,

 que atravessa a cidade no sentido leste-oeste (com o pico da Pedra Branca,

 de 1.024m, ponto culminante do município); o de Gericinó, ao norte (com o pico do Guandu, de 900m.);

e o da Tijuca ou da Carioca, em que se encontram morros e picos,

alguns cobertos de exuberante vegetação, de grande interesse turístico:

o pico da Tijuca, de 1.021 m; o Bico do Papagaio, de 975m; o Andarai, de 900m;

 a Pedra da Gávea, de 842m; o Corcovado, de 704m; o Dois Irmãos, de 533m e o Pão de Açúcar,

 de 395m, que se ergue na entrada da baia. Nas baixadas, muitas de terreno pantanoso

 e ainda não completamente drenado, formaram-se várias lagoas, como as da Tijuca,

 Marapendi, Jacarepaguá, Rodrigo de Freitas. 

 

O litoral do município do Rio de Janeiro tem 197km de extensão, inclui 37km2 de ilhas,

em número superior a 100, e desdobra-se em três partes, voltadas para a baía de Sepetiba,

para o oceano Atlântico e para a baía da Guanabara. O litoral da baia de Sepetiba é baixo,

 arenoso e pouco recortado. Seu único acidente de destaque é a restinga de Marambaia.

 

O litoral Atlântico apresenta-se ora alto, quando em contato com as ramificações costeiras

 dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, ora baixo, trecho em que se encontram as praias de Copacabana,

 Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, todas integradas à área urbana.

 

O litoral da baia da Guanabara é baixo, recortado, com muitas ilhas (entre elas a do Governador,

 local do principal aeroporto da cidade- Aeroporto do Galeão) e em suas margens

 estão situados o centro comercial e os subúrbios industriais.

 

A região metropolitana do Rio de Janeiro constitui o segundo pólo industrial do Brasil

 (superado em importância apenas pelo complexo industrial formado em torno da capital paulista).

 

 O diversificado parque industrial ( indústrias metalúrgicas, refinaria de petróleo (Manguinhos),

 farmacêuticas, têxteis, gráficas, mobiliárias, de bebidas, etc. )

  beneficiou-se da posição de capital do país longamente ocupada pela cidade (de 1763 a 1960),

 que se constitui em dinâmico centro administrativo, comercial e financeiro.

 

O porto do Rio de Janeiro é o segundo do pais quanto à tonelagem e ao valor das mercadorias movimentadas.

 

Com seus 7.400m de cais, 80km de linhas férreas e um volume de carga transportada de c. 3OMt,

movimenta principalmente minério de ferro e manganês, carvão, trigo,

 gás e petróleo (Terminal Petroleiro Almirante Tamandaré, com oleoduto até Betim, em MG).

 

O Rio de Janeiro constitui ainda um importante centro cultural, educacional e universitário.

 É, além disso, o maior pólo turístico do país, com numerosos pontos de interesse:

 o Corcovado, encimado pelo monumento do Cristo Redentor; o Pão de Açúcar;

 a Quinta da Boa Vista; a ilha de Paquetá; a floresta da Tijuca;

além de numerosas praias, internacionalmente conhecidas.

 

Suas festas populares, como o Carnaval, festejado nas ruas com desfiles das escolas de samba,

 atraem tanto a população local como milhares de turistas. A cidade conta com dois aeroportos,

 o Internacional do Galeão e o Santos Dumont, este situado em pleno centro.  


 

ACERVO CULTURAL DO RIO

O Rio de Janeiro oferece um valioso acervo cultural que inclui, além de 21 museus,

 numerosos monumentoshistóricos e conjuntos arquitetônicos. Destes, foram já tombados pelo SPHAN:

 

aqueduto da Carioca; os conjuntos arquitetônicos da rua do Catete, do jardim e do morro do Valongo;

 o Jardim Botânico, com o portão da antiga Fábrica de Pólvora e o pórtico da Imperial Academia de Belas-Artes;

 o Passeio Público, com o chafariz dos Jacarés, os obeliscos e o portão de mestre Valentim;

 o parque do Flamengo; a Quinta da Boa Vista; a Catedral Metropolitana;

 as igrejas e conventos de Santa Teresa e de Santo Antônio; a igreja, o mosteiro e o morro de São Bento;

 as igrejas de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora do Carmo (com o arco

 e o oratório de Nossa Senhora da Boa Esperança), Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte,

Nossa Senhora da Glória do Outeiro (com o conjunto arquitetônico e paisagístico

 do morro em que está situada), Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro,

 Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora Mãe dos Homens,

 Nossa Senhora~ do Rosário e São Benedito, Santa Luzia, Santa Rita,

Santíssimo Sacramento da Antiga Sé, São Francisco da Penitência,

com cemitério anexo, São Francisco de Paula, São Francisco da Prainha, São José,

capela de Nossa Senhora da Cabeça, Santa Casa de Misericórdia (compreendendo

 as antigas enfermarias e a igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso);

 paço de São Cristóvão (atual Museu Nacional); paço imperial

 (depois sede do Departamento Nacional dos Correios e Telégrafos);

 palácio do Catete (atual Museu da República); palácio episcopal

(atual sede do Serviço Geográfico do Exército); palácio Guanabara; palácio Itamarati;

 arco do Teles e casas vizinhas; casas da marquesa de Santos, de Grandjean de Montigny

(com o respectivo jardim); Casa da Moeda; casa natal do barão do Rio Branco;

casa onde residiu o marechal Deodoro da Fonseca; antigo convento do Carmo

 (atual sede da Academia de Comércio do Rio de Janeiro);

 antiga praça do Comércio e alfândega (atual sede do II Tribunal do Júri); asilo São Cornélio;

casa onde morreu Benjarnin Constant; casa onde morreu o general Osório; estação de hidroaviões

(atual sede do Clube de Aeronáutica); edifício sede da Escola Nacional de Engenharia;

 palácio da Cultura; Bica da Rainha, bebedouro antigo na estrada velha da Tijuca;

chafarizes (de Grandjean de Montigny, da Glória, do Lagarto, de Paulo Fernandes, do Mestre Valentim, da rua do Riachuelo, das Saracuras); fortaleza da Conceição; frontispício da capela de São Jos

é e antigo portão da fortaleza na ilha das Cobras; portão da fortaleza de São João;

 lápide tumular de Estácio de Sã e marco da fundação da cidade (na igreja de São Sebastião).

 

O  SPHAN tombou ainda, nos arredores da cidade do Rio de Janeiro,

as igrejas de Nossa Senhora da Pena (com o conjunto arquitetônico e paisagístico do morro

 em que está situada), em Jacarepaguá; Nossa Senhora do Desterro; Nossa Senhora da Ajuda;

 do Bom Jesus; casas das fazendas da Taquara (com respectiva capela); do Capão do Bispo;

do Engenho d’Agua e do Viegas; casa de D. João VI, na ilha de Paquetá; casa de José Bonifácio, id.;

 aqueduto da Colônia dos Psicopatas, em Jacarepaguá; fortim Caetano Madeira;

ponte dos Jesuítas e marco da Fazenda Real, em Santa Cruz.  

continua - HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO   

 

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