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A
CULTURA GANHA MAIS ESPAÇO
O
Rio da "belle époque", ao fim de 1906, era o
retrato de uma cidade moderna.
Todas as transformações
resultantes da reforma convergiam
para o novo porto,
deslocado da Praça XV de Novembro.
Em nome da modernização,
grande parte da arquitetura colonial
que ainda existia foi
destruída nessa época.
Em seu
lugar,
construíram-se prédios de arquitetura eclética.
Ao
final da reforma, a cidade era outra.
Estava limpa,
organizada e bonita.
Foi o suficiente para trazer às ruas
a população,
que no período colonial e do império,
nunca saía de casa, apenas via o movimento das ruas
pela
janela de suas casas. Por ter sido a sede do Império e
capital da República, todas as modernidades, eventos
culturais,
música, dança, moda, chegavam primeiro ao
Rio.
O Rio era não só a sede do Governo
como também o
centro cultural do país.
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