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HISTÓRICO

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Também a Zona Oeste poderia ser alcançada pelas terras

 deste engenho da Lagoa, por via do caminho,

 depois Estrada da Boa Vista,

 que alcançava  a praia hoje denominada de São Conrado, e,

 subindo a colina do joá, chegava-se às terras

 da família Correa de Sã (Barra da Tijuca).

Assim o açúcar, a principal atividade econômica da cidade,

 nos dois primeiros séculos, torna-se um dos responsáveis

 pelos principais caminhos de penetração para o interior.

 

VISTA DA CAPELA DE SANTA LUZIA - ATUAL IGREJA SANTA LUZIA

O    DESENVOLVIMENTO

 

O século XVIII, com um início conturbado,

caracteriza-se como um período de lutas e invasões,

 das quais as mais importantes são as invasões francesas de 1 71

O -Duclerc e 1 711 - Duguay Trouin.

No entanto, o desenvolvimento, crescimento e enriquecimento

 da cidade atraem a atenção de Portugal.

 Do ponto de vista urbano, o progresso da cidade

 se dá de forma bastante lenta,

 porém surgem importantes realizações

no campo da infra-estrutura.  

   AQUEDUTO DA RUA DE MATA CAVALOS

( ATUAL ARCOS DA LAPA )

O governador da cidade, Ayres Saldanha (que governou de 1719 a 1725),

 melhora os meios da intercomunicação, promove o calçamento de várias ruas centrais,

 melhora as fortificações e conclui os trabalhos de canalização do Rio Carioca.

 

Em 1 723 foi inaugurado o Aqueduto da Carioca, trazendo água limpa e fresca das nascentes do Rio Carioca,

 conduzida até o antigo chafariz erguido no Campo de Santo Antônio, daí Chafariz da Carioca,

Campo da Carioca e hoje Largo da Carioca.

 

Foi a primeira grande obra de engenharia executada no Rio.

 

 Em 1808 chega a Corte Portuguesa e então são tomadas as seguintes medidas: abertura dos portos,

 integrando o Brasil ao mercado mundial, e elevação da cidade à condição

 de Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1815). No Largo do Carmo (Praça Quinze),

 o Palácio dos Vice-Reis abriga D. João, transformando-se no Paço Real. 

 

Entre 1808 e 1821, período em que D. João permaneceu nas rédeas administrativas do país,

a cidade prosperou e se expandiu. Em 1822, o Brasil torna-se independente de Portugal.

 

O Rio de Janeiro passa então de sede do Reino Unido à capital do Império, tendo D. Pedro I

como primeiro imperador. No ano seguinte, a cidade receberia o novo título

 de Muito Leal e Heróica Cidade de São Sebastião Sebastião do Rio de Janeiro.

 

No século XIX acelerou-se o processo de desenvolvimento do Rio. Investiu-se no transporte,

substituÍram-se as carruagens e as carroças pelos transportes coletivos,

implantou-se o sistema de bondes puxados por burros, que se tornou sinônimo de progresso.

 

 Por onde o bonde passava o local prosperava. Em 1 855 foi lançada a primeira pedra

 da Estação Inicial da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje Central do Brasil.

 

 De meados do século XIX ao fim da Monarquia, em 1889, implantam-se melhoramentos tais como:

 a iluminação a gás; o encanamento do Rio Maracanã; a instalação do Tribunal do Comércio,

 no Paço da Cidade, hoje Paço Imperial.  

 

Tem início o serviço de telégrafo; cria-se o Corpo de Bombeiros;

 durante 1O anos é feito o replantio da Floresta da Tijuca; aprovam-se os serviços de esgoto;

 cria-se a Companhia Docas; a construção civil tem um rápido avanço e erguem-se prédios,

igrejas, conventos, casas comerciais; são inaugurados o telefone e a iluminação elétrica.

 

Do ponto de vista urbano, as últimas décadas do século XIX são as mais marcantes

 para a História da Cidade do Rio de Janeiro, com mudanças políticas sociais e econômicas

 que podem ser consideradas como o início de um processo de modernização,

que vem a ocorrer no século seguinte.

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