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A
cidade estava fundada, mas os franceses não haviam sido expulsos
da Baía de Guanabara. Dois anos depois da fundação, e com reforços
chegados de Lisboa, formou-se um conselho de guerra que deliberou
investir contra os franceses. Foi escolhida a data do padroeiro São
Sebastião, 20 de janeiro de 1567.
Forças
por terra combateram em Uruçumirim, de onde saiu mortalmente
ferido o Capitão Estácio de Sá,
e forças por mar com a
esquadra comandada pelo Governador Mem de Sà que,
auxiliado pelo
índio Araribóia, expulsou definitivamente os franceses, na
batalha da Ilha de Paranapuan.
A cidade, livre dos franceses, e
dominados os índios tamoios, foi transferida para o Morro de São
Januário,
uma elevação em terra, defronte à ilha onde
Villegaignon fundara a França Antártica
mais tarde passou a
chamar-se Morro do Castelo por causa do forte ali erguido.
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Vista
da entrada da baia de guanabara
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Chafariz do Largo de Moura - Chafariz do Mestre
Valentim
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Local
distante da entrada da baía, portanto mais protegido de
possíveis ataques piratas.
Três ladeiras de acesso, duas
ou três ruas estreitas e tortuosas, uma fortaleza, uma
igreja, obviamente dedicada a São Sebastião, Colégio
Jesuíta, além de poucos prédios públicos, definiam o núcleo
urbano, no alto da colina.
Tempos
depois, instalaram-se outras ordens religiosas, que
ajudariam a definir um perímetro para a cidade.
Cercada
por quatro colinas, onde, pouco a pouco, respondendo à
expansão do núcleo urbano,
rasgavam-se estreitas ruas
transversais e perpendiculares, com a aparência do velho
traçado urbano,
regular, em xadrez, das antigas cidades
medievais.
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Do
final do século XVI ao início do século XVII, os
alagadiços, charcos e pântanos, que dominavam a várzea, foram aos poucos sendo drenados e aterrados. Os
habitantes da cidade, com o incentivo das autoridades,
expandiam-se pela várzea, construindo suas casas, da
forma que lhes conviesse e livres de impostos.
A ligação entre o Morro do Castelo ao de São Bento era
feito por um longo caminho,
denominado depois Rua
Direita, que representou a mais importante rua do Rio
Colonial.
Percorrendo esse antigo caminho, surgiria um
descampado, onde se erguia a antiga Capela de Nossa
Senhora do Ó que serviu de abrigo aos frades carmelitas,
que iniciariam, pouco depois, a construção de sua casa
conventual.
Seria então a primeira praça da várzea: o
Largo do Carmo, depois Largo do Paço e hoje Praça
Quinze de Novembro.
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AS ZONAS NORTE, OESTE E SUL
Ainda
no tempo de Estácio de Sá, entre 1565 e 1567, nos primórdios
da fundação da cidade,
o governo iniciou o processo de
doação de sesmarias. A própria cidade receberia, em
1565, “huma légua e meia de terra, começando da casa
de pedra ao longo da Bahia até onde se acabar”,
confirmada em 1567.
Foram
os jesuítas que assentaram o homem em terras da Zona
Norte e Oeste carioca, onde surgiriam inúmeros engenhos.
Por isso os bairros Engenho Velho, Engenho Novo, Engenho
de Dentro, Engenho da Rainha e Engenho de Santa Cruz
tiveram essa denominação.
Os
caminhos para chegar à Zona Sul iniciavam-se na cidade,
nas mediações da atual Cinelândia,
o Caminho da
Carioca, que, tomando a direção das praias da Glória e
do Flamengo,
onde desembocava o Rio Carioca, chegava-se à
Quinta São Clemente (hoje Botafogo),
por onde se tomava o
Caminho de São Clemente para chegar ao Engenho D’EI Rei
(Lagoa Rodrigo de Freitas e Jardim Botânico), marco do
assentamento do homem
na Zona Sul carioca desde 1575.
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