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 HISTÓRIA 02

CONTINUAÇÃO

 RIO DE JANEIRO

 

JÁ FOI CAPITAL 

 

 A baía da Guanabara foi visitada pela primeira vez no dia 1’ de janeiro de 1502,

 pela expedição de Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio; tomando-a pelo estuário de um rio,

 deram-lhe o nome de “Rio de Janeiro”.

 

 Em 1503, Gonçalo Coelho fundou na foz do rio Carioca uma feitoria para o comércio do pau-brasil.

 

 Martim Afonso de Sousa, em 1531, permaneceu três meses no Rio de Janeiro,

 então incluído na capitania de São Vicente.

 

A região logo passou a ser freqüentada pelos franceses traficantes de pau-brasil,

 os quais mantinham boas relações com os indígenas, ameaçando o domínio português.

 

 Em 1555, com o apoio desses traficantes, Nicolas Durand de Villegagnon fundou na ilha de Seregipe

 (hoje Villegagnon e ligada ao continente) uma colônia para refúgio de calvinistas. 

 

Os franceses dominaram o Rio de Janeiro por quatro anos:

 a luta pela expulsão foi iniciada em 1560 por Mem de Sã, auxiliado, a partir de 1564,

por seu sobrinho Estácio de Sá, que desembarcou no istmo entre o morro Cara de Cão

 e o Pão de Açúcar e conseguiu dominar os franceses e indígenas em 1º de março de 1565

 (data de fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro). 

 

Transferida para o morro do Castelo (demolido em 1922), governada por Mem de Sã até 1568

 e por Salvador Correia de Sã até 1572, a cidade constituiu um dos centros da divisão do Brasil

 em dois governos e, na administração de Gomes Freire de Andrade, foi sede do governo do Rio de Janeiro,

 Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Colônia do Sacramento.

 

 Novas tentativas de invasão francesa ocorreram em 1710, por Duclerc, e em 1711, por Duguay­Trouin.

 

Desde a segunda metade do séc. XVI, o Rio de Janeiro assumiu as funções de por­to açucareiro.

 

 O núcleo do morro do Castelo desenvolveu-se significativamente a partir do séc. XVIII,

 graças à exploração do ouro e dos diamantes de Minas Gerais e à conseqüente intensificação

 das atividades do porto e do comércio cariocas.

 

 Em 1763, o governo geral da colônia foi transferido de Salvador para o Rio de Janeiro.

 

 Nessa época foram realizados o aterro de lagoas no centro da cidade,

 a construção do aqueduto dos Arcos, a instalação do cais do largo do Paço,

hoje denominado praça Quinze de Novembro.


No séc. XIX, o ciclo do café e a chegada da corte portuguesa (1808) possibilitaram novas obras urbanísticas.

 Em 1822, ano da independência, a capital imperial tinha perto de 100 mil habitantes e em 1877

 esse número já tinha subido para c. 250 mil.

 

 Na segunda metade do séc. XIX, foram construídas as primeiras estradas de ferro para o subúrbio

 e para o interior, foi estabelecida a ligação por barcas com Niterói e foram criadas

 as primeiras linhas de bonde, a iluminação a gás e o serviço de tílburis. 

 

Transformado em município neutro em 1834, o Rio de Janeiro,

 com a proclamação da República, passou a Distrito Federal em 1891.

 

Em 1892, foi aberto o Túnel Velho, ou Alaor Prata, o que permitiu o acesso dos bondes,

já em início de eletrificação, aos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon.

 

 No governo de Rodrigues Alves, de 1902 a 1906, realizaram-se grandes trabalhos de saneamento e urbanização.

 

 Em 1920, a população chegava a 1.157.800 habitantes.

 

Com o passar dos anos, a cidade foi sofrendo profundas modificações:

demolição de morros, drenagem e canalização de rios, aterros,

construção de avenidas, abertura de novos túneis.


Com a transferência da capital federal para Brasília (1960),

o Rio de Janeiro foi transformado em Estado da Guanabara,

 tendo sido mantidos os limites geográficos do antigo Distrito Federal.

 

Em 15 de março de 1978, a Guanabara deixou de existir como Estado autônomo,

passando a cidade do Rio de Janeiro a constituir um município do Estado do Rio de Janeiro, como sua capital.

 

 Em 1985, o Rio de Janeiro elegeu Roberto Saturnino Braga, seu prefeito em eleição direta.

 

 Em 1988, foi eleito Marcelo Alencar, sendo substituído por Cesar Maia, que venceu as eleições de 1992.

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